Depois de ajudar a salvar Truenda – um país fictício da América do Sul – das garras opressoras da ditadura, chegou a vez de encarar novas missões ao redor do mundo como um atirador de elite. Sniper: Ghost Warrior 2 é a continuação do título de FPS homônimo que fez um relativo sucesso em sua primeira versão, apesar de algumas falhas na inteligência artificial e do excesso nas cenas de ação.
Você assumirá o papel do Capitão Cole Anderson, um Consultor de Segurança Privada, e participará de diversas missões para eliminar alvos selecionados. O jogo segue a mesma proposta de seu antecessor, em que você deverá buscar os melhores pontos para a execução de seus inimigos, sem ser pego durante o caminho ou depois do disparo – e precisará de muita paciência e destreza para alcançar seus objetivos.
É claro que também haverá combates em campo aberto, mas camuflagem, distância e tiros de precisão são os pontos-chave deste jogo. Suas habilidades serão testadas, pois fatores como distância, vento queda do projétil e até seus batimentos cardíacos podem atrapalhá-lo na hora de acertar o alvo. Você empregará técnicas furtivas e assassinatos à mão armada, além de técnicas de ataque (sniping).
O game mantém alguns truques que fizeram sucesso na primeira versão, como as cenas em que as balas são disparadas em câmera lenta (no bom e velho estilo Matrix). Em algumas situações, Anderson terá companhia para cumprir tarefas.
Sniper: Ghost Warrior 2 usa a Cry Engine 3, o motor gráfico usado em Crysis 2, e tenta melhorar a reputação do título, já que o primeiro jogo apresentou muitos bugs e uma inteligência artificial falha. Mesmo com os patchs de correção, o game continuou ruim nesse aspecto.
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segunda-feira, 18 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
Segunda me Falaram #002
Tomb Raider
O reinício da franquia nas mãos da experiente Crystal Dynamics cria uma nova história para a protagonista Lara Croft - indubitavelmente, um dos rostos mais famosos dos videogames. A tarefa não é lá das mais fáceis: a série nunca ficou conhecida por possuir uma história tocante. A opinião de muita gente, inclusive, reflete uma imagem meio fast food de Tomb Raider, como se a série fosse uma das porcarias inevitáveis do mercado de jogos - cenário que não mudou muito após o spin-off Lara Croft and the Guardian of Light, que serviu como prova de que a única coisa aproveitável seria o nome icônico carregado pela série (sem tirar o mérito do jogo, claro - o que Guardian of Light se propõe a fazer, ele o faz muito bem).
Com a ideia de exibir uma Lara mais nova, com 21 anos, recém-formada de sua faculdade de arqueologia, as horas iniciais deste Tomb Raider são cruéis, brutais, violentas e abusivas; a cada passo dado pela heroína com jeitão de quem preferia estar em casa vendo Discovery Channel, gritos de dor e uma voz sem firmeza no delírio das conversas consigo mesma são a constante. O que nossa protagonista com sotaque britânico e jeitão de tapada sofre é englobado em uma lista impressionante de verbos: Lara será empalada, violentada, esmurrada, queimada, jogada e, bom, por aí vai. Não falta criatividade e nem perigos na ilha perdida em que a protagonista e o resto da tripulação do navio Endurance vão parar, após uma tempestade terrível que causa o naufrágio trágico no prólogo da aventura.
A ideia mirabolante de explorar o perigoso Triângulo do Dragão partiu da inocente Lara, que logo assume a postura de quem pretende corrigir os erros e levar toda a tripulação de volta para casa - mal sabendo o que está vindo pela frente. O recurso da sequência incansável de torturas e luta por sobrevivência do início do jogo justifica de maneira interessante o que vem a seguir: a protagonista durona e hiper sexualizada, cara da série nas antigas, não faz seu retorno por completo na pele da nova Lara, que prefere ser mais humana do que nossa antiga protagonista. Entre um assassinato e outro, entre os pulos arriscados e os arranhões feitos pelos mais diversos objetos, Lara estará frágil, introspectiva, sentada ao lado de uma fogueira, ponderando possibilidades e descrente dos fatos.
A ideia de se tornar uma sobrevivente e aprender a se virar caminha em paralelo com a árvore de habilidades de Lara. A matança de inimigos não é o foco e, com o tempo, fica mais fácil derrubá-los, com novos avanços das habilidades de caça e combate - assim como a exploração, que permite acesso a novas áreas por meio da compra de melhorias para as armas da protagonista (o icônico e constante utilizado arco-e-flecha, um machado, pistola, rifle e shotgun). As horas iniciais do jogo, que exibem uma Lara frágil e clamando por socorro, em busca de comida e locais para descansar, logo entram em colapso. A protagonista percebe que a morte é algo mais palpável do que o esperado e a questão do "matar ou morrer" entra em voga, exibindo uma heroína que ecoa muito do que a Lara antiga fazia - em algumas cenas é possível ver o ressurgimento do estilo clássico de ação da série.
Por mais que a heroína se apresente de maneira diferente a de antigamente, a herança da franquia continua em alta, com a resolução de alguns (mais raros) puzzles obrigatórios durante a história principal. A procura por tesouros maiores fica por conta da busca realizada em tumbas que, agora, se apresentam como cavernas opcionais para os jogadores, simplificadas a uma única câmera, equipada de mecanismos misteriosos. A resolução é feita por meio do uso variado dos equipamentos de Lara, que conta com flechas flamejantes, cordas, granadas e correias.
Esse tem tudo para ser o game do ano, nas primeiras 48 horas mais de 1 milhão de pessoas jogaram no mundo todo, então fica ai a dica do grande retorno triunfal desta heroína.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Segunda me Falaram #001
Metal Gear Rising Revengeance
Parceria inedita cria jogo de ação frenética
Por Renato Siqueira
Raiden pode fatiar inimigos muito, mas muito maiores do que ele
Konami e Platinum Games trabalharam em conjunto para criar esta obra-prima dos games de ação. Metal Gear Rising Revengeance é a sublime mistura de um bom roteiro, cheio de tecnologia e referências que somente a Kojima Productions poderia elaborar, com toda a ação frenética e design incrível criado pela Platinum Games. É quase como se através deste título fosse possível voltar ao passado e revisitar excelentes jogos do gênero, mas com uma roupagem completamente inedita e inovadora.
A produção de Metal Gear Rising por si só já rende uma boa história e é importante que você saiba dela porque influenciou tudo o que o game se tornou, mas como explicar tudo isso por aqui iria transformar esta análise em um texto gigantesco, você pode conferi-la aqui.
Uma história digna de Metal Gear
Depois de MGS4, Raiden passou a trabalhar para uma empresa militar privada (EMP) chamadaMaverick sem ligação direta com o governo de qualquer país. EMP para alguns é um título cínico para designar mercenários contratados. Enfim, a Maverick é chamada para ajudar o primeiro ministro africano N'mani a acabar com a guerra e restabelecer a paz em seu país. Especializada em lidar com conflitos e fazer segurança, a Maverick exerce bem suas funções até que o primeiro ministro é raptado por outra EMP, sem nenhuma afiliação, chamada Desperado Enforcement LLC.
Deste momento em diante, Raiden passa a notar cada vez mais a presença da Desperado em suas missões. A EMP inimiga trabalha em prol de criar conflitos militares armados e instituir a guerra, um objetivo totalmente oposto ao que o ciborgue ninja prometeu defender. "Um senhor da guerra poderia viver muito bem da maneira como as coisas eram" diz Sundowner, o cabeça da Desperado. Quem está por trás das ações desta EMP que prega o caos em regiões sensíveis do planeta é o que Raiden precisa descobrir.
Assim como todos os games da serie Metal Gear, Rising é recheado com cenas em computação gráfica (CG). As que aparecem logo no começo do jogo somam mais de 7 minutos da primeira fase, mas saiba que em nenhum momento isto o fará perder o pique do jogo.
E se você for um daqueles caras que curte a história mais do que a ação, Raiden também possui um codec, aqueles comunicadores usados na série, para falar com os personagens a qualquer momento no jogo. As conversas entre ele e os outros personagens incrementam ainda mais o enredo. São longas conversas que além de apresentar mais detalhes das fases ainda mostra o que aconteceu com alguns personagens famosos da franquia após MGS4. E o melhor de tudo isso? O jogo está legendado em português. Então, esqueça aquele seu inglês enferrujado porque aqui você vai entender tudo.
O game está inteiro legendado em português
Controle um ciborgue quase invencível
O conceito de "corte o que quiser" criado na Kojima Productions e aprimorado na Platinum Games foi desenvolvido para se integrar bem a todos aos movimentos do personagem.
Controlar Raiden lhe dá a sensação de estar na pele daqueles super heróis de seriados japoneses. Sua faca "Ginsu de alta frequência" pode cortar quase tudo. Inimigos, carros, caminhões e até mesmo robôs gigantescos podem ser feitos em pedacinhos bem pequenos.
No entanto, existem alguns elementos impossíveis de serem cortados, e são geralmente, aqueles que lhe orientam pela fase. Nada de cortar prédios inteiros e nem de bloquear a saída da fase com detritos. Essas coisas não podem ser feitas, mas isso não faz nenhuma diferença. O bacana é colocar as mãos no controle e ter a sensação de estar na pele de um ciborgue ninja revoltado e quase invencível.
Além das combinações com espada usando golpes fracos e fortes, Raiden ainda possui outra gama de movimentos que podem ser desbloqueados em um menu de personalização que usa pontos de batalha adquiridos em cada fase. Neste menu também é possível comprar itens e melhorar as habilidades de suas armas. Além da espada, Raiden obtem outras armas dos chefes no decorrer do jogo no melhor estilo "Mega Man". Além disso, o ninja pode usar em seu arsenal granadas e lança-mísseis que encontra pelo caminho.
Quatro elementos complementam a ação usada por Raiden para dar cabo de seus adversários: oNinja Run (Corrida Ninja), Parry ("parar o ataque"), Blade Mode (Modo Espada) e o Zandatsu.
Não há em Rising o famoso pulo duplo típico de games do gênero que facilitam a vida do jogador, aqui tudo é resolvido na base da corrida ninja. Movimentando-se assim, segurando apenas um botão, é possível subir em plataformas e desviar de balas com a espada, de forma automática.
O Parry é a forma de defesa do jogo que só é eficaz quando o jogador descobre o momento correto para isso. Não existe um botão de defesa, portanto assim como um excelente espadachim, Raiden apenas rebate os ataques com a espada no momento exato em que esta prestes a ser atingido por um golpe. É uma maneira agressiva de se defender e que exige certa habilidade do jogador que precisa conhecer bem os adversários.
Já o Blade Mode faz com que a batalha fique em camera lenta. Neste modo, Raiden pode atingir uma combinação letal de golpes de espada no inimigo e fatia-lo em tamanho petisco. Este efeito pode ser usado enquanto houver energia na barra de CA (imagem abaixo).
O terceiro elemento, Zandatsu, é uma palavra japonesa criada pela Kojima que significa "acertar e arrancar". Para aumentar sua energia vital, Raiden pode arrancar dos inimigos seus eletrólitos que são baterias dentro de cada ciborgue. Para obter esta energia Raiden precisa cortar os adversários ao meio e atingir um determinado local em seu corpo que dá acesso aos eletrólitos para depois retira-los.
Existem várias formas de ativar o Zandatsu e tudo depende do Parry e do quão brutal são seus ataques.
Para incrementar o gameplay com uma função existente na franquia, há a possibilidade de se mover sem ser notado (stealth). Ao encontrar um inimigo desprevenido é possível derrota-lo com apenas um ataque certeiro e usar o Zandatsu para encher sua energia, mas fique esperto porque eles estão sempre de prontidão e entram em estado de alerta ao menor movimento.
Um fator que pode incomodar aos jogadores iniciantes é a câmera. Lutando com 5 inimigos ao mesmo tempo, os ângulos de visão mudam loucamente e você precisa usar os controles para acerta-la. Apertando o R3 o ângulo volta automaticamente para as costas do personagem. Não há como travar a visão em um único inimigo e isso segundo os produtores foi uma mera decisão de design. Eles queriam que o game fosse eletrizante e acharam que uma trava de mira iria quebrar o ritmo.
Derrotando os chefes é possível utilizar suas armas em combos arrasadores
Dificuldade na medida e missões em RV
Metal Gear Rising Revengeance tem 8 fases e cerca de 8h de duração, mas engana-se se pensar que é um game fácil. Aliás, tudo depende da dificuldade escolhida por você. No modo fácil, você não terá dificuldade em curtir a história do game, pois foi uma decisão dos produtores criar uma maneira para que, mesmo aquele que não joga muito bem tenha a chance de assistir as sequências em CG e aproveitar o enredo. Afinal, eles consideram as sequências animadas também uma parte fundamental do jogo.
O bicho pega no modo normal e difícil, onde é preciso aprender bem o uso dos controles para ter a chance de derrotar os adversários. Nestes modos a dificuldade aumenta progressivamente.
Mesmo com isso, o fator replay de Rising é alto. Depois de passar mais de uma hora tentando derrotar o último chefe, você vai querer simplesmente recomeçar tudo novamente e tentar pegar os outros itens que foram deixados de lado. Você pode até mesmo habilitar todos os golpes, mas lhe sobrará ainda novas roupas (um poncho e um sombrero mexicanos por ex.) e um monte de itens extras. Se não for o suficiente, ainda é possível continuar a jogar nas missões em Realidade Virtual. As missões em RV que fazem parte do tutorial abrem automaticamente, mas todas as outras mais de 20 precisam ser encontradas no jogo. Elas estão escondidas em computadores no decorrer das fases.
Além disso, a edição especial de Rising vendida no lançamento dará direito a DLC com novas armaduras (uma delas de Gray Fox da série MGS) e um pacote de novas missões em Realidade Virtual que serão vendidas com exclusividade no Playstation 3.
Os Metal Gears são uma constante ameaça a Raiden
Trilha sonora incrível nos coloca dentro do jogo
Para embalar a ação frenética de Rising, a Platinum resolveu rechear o game com uma trilha sonora de peso. A cereja no bolo deste soundtrack é uma sequência de músicas cantadas que pontuam as batalhas mais importantes do jogo. Cada uma dessas músicas foi produzida dentro da Platinum e por pessoas que estavam presentes a todo o processo de criação do jogo. Embalado por essas canções, o jogador imerge em toda a aventura de Raiden. E isso empolga bastante.
As características mais importantes da franquia Metal Gear estão presentes em Rising. Além de uma história com todo aquele papo sci-fi, o game ainda tem um toque de humor típico da serie com bastante cultura pop. Isso combinado com todo o expertise em jogos de ação da Platinum Games criou uma química explosiva imperdível para qualquer jogador veterano de videogame. Jogar Rising é como estar dentro de um filme de ação futurista com dificuldade a altura. Altamente recomendado.
Para embalar a ação frenética de Rising, a Platinum resolveu rechear o game com uma trilha sonora de peso. A cereja no bolo deste soundtrack é uma sequência de músicas cantadas que pontuam as batalhas mais importantes do jogo. Cada uma dessas músicas foi produzida dentro da Platinum e por pessoas que estavam presentes a todo o processo de criação do jogo. Embalado por essas canções, o jogador imerge em toda a aventura de Raiden. E isso empolga bastante.
As características mais importantes da franquia Metal Gear estão presentes em Rising. Além de uma história com todo aquele papo sci-fi, o game ainda tem um toque de humor típico da serie com bastante cultura pop. Isso combinado com todo o expertise em jogos de ação da Platinum Games criou uma química explosiva imperdível para qualquer jogador veterano de videogame. Jogar Rising é como estar dentro de um filme de ação futurista com dificuldade a altura. Altamente recomendado.
Depois de pegar a manha de todos os golpes e combos, recolher todos os itens e entender todo o enredo, você vai sacar porque ter apenas de 8 a 12 horas é um defeito (você quer que o game tenha 20 horas!) e também porque Wolf deveria ter mais presença no jogo. Mas afinal quem é Wolf? Bom, não vamos estragar a surpresa. É só jogando que você vai saber.
Raiden mexicano é o terror dos reféns! Safadeeeenho!
E então nesta segunda me falaram que esse é um jogão.
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